Home Data de criação : 07/04/29 Última atualização : 08/12/04 17:07 / 415 Artigos publicados
 

Porto Caves Vinho

Percurso do Vinho do Porto  (Porto Caves Vinho) escrito em sábado 01 setembro 2007 04:31

Origem do Vinho do Porto

O Vinho do Porto é conhecido internacionalmente como o néctar dos deuses. O seu paladar suave, encorpado e doce é a bebida escolhida para apadrinhar as mais diversas comemorações, não faltando em nenhuma casa portuense.

O Vinho do Porto é produzido na região demarcada dos vinhos do alto douro.

Muito embora esta Região demarcada nunca tenha existido, os homens tiveram de a inventar para protecção deste milagre que é o Vinho do Porto.

Assim o deserto árido, coberto de mato e arbustos, deu lugar a uma das mais fascinantes paisagens humanizadas de Portugal e do mundo.

É nas encostas sobranceiras e nos vales que penetram para o interior a partir das duas margens do rio Douro que se geram os vinhos, de que resulta o requintado, apetecido e «generoso» duriense.

O reconhecimento da sua essência data do ultimo quartel do século XVII, quando viajantes e comerciantes, principalmente de origem inglesa, se aperceberam das características singulares dos vinhos produzidos na região. Vinhos doces e densos começaram a ser exportados e o seu cultivo foi fortemente incentivado.

Em 1703 o Tratado de Methwen impulsionou de tal forma o desenvolvimento da viticultura duriense, assegurando um amplo mercado e bons preços. Foram plantadas vinhas por todo lado, levantando com esforço colossal os socalcos ou geios, nas encostas, dando a imagem de uma gigante escadaria, rio acima, trazendo pessoas que se aglomeraram em pequenas aldeias, e, grandes proprietários que ali criaram quintas de perder de vista com o intuito de lucro fácil.

Todo este desgoverno, toda esta anarquia, fizeram cair a qualidade do precioso vinho, o que levou o Marquês de Pombal a fundar, em 1756, a Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, dando-lhe poderes quase monopolísticos, impondo assim a disciplina.

Em 1834 foi restabelecida a liberdade do comercio vinícola, recebendo a sua produção grandes estímulos.

Mas o século XIX trouxe consigo o flagelo e a miséria a milhares de famílias, foi o mais dramático período de crise de que há memória para os vinhos do Douro, contudo o vinho fino, como é denominado pelos portuenses, manteve-se inalterável, com as suas características ímpares e o seu prestigio inabalado, tanto no mercado interno como no mercado internacional, o que justificou mais uma vez o ajuste da regulamentação de qualidade a que é sujeito e que lhe deram e continuam a dar um dos lugares mais altos no quadro da exportação portuguesa.

Falar do Porto é falar do néctar que através do seu nome deu a conhecer não só uma das pequenas maravilhas da região mas a própria região e o país.

 

Douro

 Entretanto alheio a tudo corre o Douro, que sem ter consciência da sua função a desempenha da mais perfeita forma. Nascido numa vertente da serra de Urbión, em Espanha, a mais de 2200 metros de altitude sobre a meseta setentrional castelhana vem desvendando o seu caminho até entrar em Portugal, no extremo nordestino, enveredando por estreitas e alterosas gargantas rasgando-as com seu metal ardente, rompendo entre elas encontrando vezes sem conta as montanhas milenares na busca da Foz. A bacia hidrográfica do Douro, com sua rede de afluentes, abrange uma vasta área de 18.558 km2 e a extensão completa do seu curso é de 930 km, dos quais 323 km são portugueses.
 
Este é sem duvida um dos passeios que não se devem perder, a subida pelo rio é uma estonteante surpresa que a natureza reserva quase intacta. São paisagens inesquecíveis de grande beleza numa mistura divinamente criada de arvores, água e céu. Muito embora o homem tenha modificado o seu estado virginal, nem aos olhos do mais distraído é permitida a indiferença.
 
É neste envolvente que é gerado o “milagre” duriense do Vinho do Porto, que após dar entrada nos armazéns de Vila Nova de Gaia o tempo lhe confere o inimitável paladar nos seus vários tipos enológicos.

 

Os Solos e o Clima


Para que às nossas casas chegue o néctar dos Deuses é necessário que a natureza e o Homem reunam esforços e aproveitem sinergias.

Essa é a base do cultivo do Vinho do Porto, onde o solo, o clima, a natureza em si, colaboram com lavradores e assalariados para que seja possível a criação deste “Vinho Fino”.

A Região Demarcada é única no mundo devido às suas características especificas, o que faz com que este vinho não possa ser cultivado noutro solo, provindo deste factor o seu tão apreciado paladar e o seu tão “apreciado” comércio.

A região do Douro pertence à formação geológica denominada de
Complexo Xisto - Grauváquico.

Nesta região o solo apresenta três classes dominantes de texturas sendo elas: a franco-arenosa, a franca e a franco-limosa. Outra das componentes deste solo são as pedras e o cascalho que se revestem de grande importância para a instalação e o cultivo da vinha, uma vez que permitem uma maior fixação e penetração das raízes facilitando a absorção da agua e seus nutrientes, bem como a absorção da energia radiante, protegendo por seu fim ultimo os solos dos efeitos da erosão torrencial.

O clima da região é também um dos factores preponderantes para a produção deste cobiçado liquido, reconhecendo-se três vertentes climáticas diferentes partindo de jusante para montante do Douro, sendo elas do tipo Atlântico, Atlântico-Mediterrâneo e Mediterrâneo. Provindo a melhor produção da zona Atlântico-Mediterrâneo.

Os vales de declive abrupto criam barreiras às massas de ar húmido vindas do Atlântico, perdendo parte do vapor de agua que transportam.

Estes protegem a região tanto de ventos provenientes do Atlântico como dos ventos frios do Norte.

Assim se descreve o clima do Douro caracterizado por uma zona de pequenas quedas pluviométricas, onde a temperatura oscila em sentido ascendente para quem sobe o rio e no sentido oposto quando nos afastamos dele. As neves são raras, mas o mesmo não se poderá dizer das geadas principalmente nos períodos do fim do Outono e princípios do Inverno.

 

As Castas


É neste contexto que se obtêm as castas que poderão ser brancas ou tintas.
Dentro destes grupos temos uma grande diversidade de castas todas elas denominadas consoante a cor da casta a que pertencem. Assim na classe das castas brancas temos as denominações Codega, Gouveio, Malvasia Fina, Malvasia Rei e Rabigato e dentro das tintas as denominações Malvasia Preta, Mourisco Tinto, tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinto Cão, Tinta Roriz, Touriga Francesa e Touriga Nacional.

As diferentes vinhas são classificadas de A a F em função da qualidade do seu produto e avaliadas segundo um sistema de pontuação que tem por base a localização, a altitude, natureza do solo e exposição ao sol.

Esta diversidade de castas provêm das diferentes localizações de cultivo, uma vez que a exposição das vinhas é afectada de diferentes maneiras ao longo de uma região montanhosa e de fortes declives como é a do Douro, afectando os níveis pluviométricos e as temperaturas que envolvem as castas.

Esta diversidade de castas é normalmente agrupada em cinco categorias de apreciação: muito boa, boa, regular, medíocre e má.

A Vindima


Nos primeiros dias de Primavera, as vinhas começam a rebentar iniciando-se então a interminável azafama que só abranda quando o ultimo tonel dá entrada nos Entrepostos de Vila Nova de Gaia.

A vinha de onde brota este tão fino néctar é cultivada com minuciosos cuidados nos terrenos secos, ricos em potássio, onde a uva amadurece sob o calor escaldante que assola no vale do Douro desde a Primavera.

O cultivo da vinha é feito então em linhas que acompanham as curvas de nível, respeitando o distanciamento de 1,30 x 1,10metros.

A plantação tem lugar no fim do Inverno ou principio da Primavera após a preparação do terreno, fazendo-se a enxertia de fenda cheia, um ou dois anos depois.

As videiras são plantadas nas encostas, como referi, mais ou menos íngremes, dando o aspecto de anfiteatro admirando e mirando-se nas aguas rápidas do Douro, que corre incessante para a foz.

No começo do Outono vêm das aldeias serranas de Trás-os-Montes e da Beira os «rogos» para a faina penosa sob um calor escaldante. Os «rogos» são ranchos de vindimados que vão enchendo as pipas e simultaneamente  enchem aquele lugar taciturno de cantares, danças e vida.

A época das vindimas significa trabalho árduo que muitas vezes é compensado por festas e tradições populares.

As vinhas plantadas em socalcos e terraços nas encostas montanhosas do vale do Douro, estendem-se por 250 mil hectares desde a Régua até Barca d’Alva abrangendo 4 distritos, 21 concelhos e 170 freguesias que se dividem em três partes: o Baixo Corgo, o Cima Corgo e o Douro superior.

 

A Produção


Após a vindima, que antigamente era feita em cestos, que pesavam cerca de 60 quilos, começa o fabrico do Vinho do Porto. As uvas eram lançadas para lagares, geralmente de granito, onde eram pisadas e esmagadas por homens. O numero destes era de dois por pipa, durando a primeira fase, a “corta” cerca de quatro horas. O trabalho era duro e os homens abraçados em filas paralelas percorriam todo o lagar durante as primeiras duas horas. Após este período os lagareiros passavam a andar livres e separados cantando ou conversando entre si.

A massa trabalhada pernoitava assim até ao dia seguinte, e logo pela manhã, novamente no lagar os homens trabalhavam o lagar até o mosto dar a prova, ou seja, até ao momento em que a quantidade de açúcar não fermentado era aquela que daria um vinho com a doçura desejada. Nessa altura, abria-se o lagar e dava-se inicio à encuba, juntando-se nesta fase a aguardente vínica de 76º a 78º C.

Terminada a encuba da primeira prensada da massa e já no tonel, dá-se inicio à lota, que consiste na homogeneização da massa, deixando cair para uma selha o vinho e por meio de bomba verte-se de novo para a vasilha.

Após estes dois procedimentos o vinho fica em repouso até aos fins de Dezembro ou Janeiro, altura em que se efectua a primeira separação das borras denominada de trasfega. Nesta operação procede-se ao retoque da graduação alcoólica, adicionando-se, se necessário, mais aguardente vínica em quantidades que variam consoante o teor alcoólico do vinho.

Terminada esta fase o vinho é envasilhado em toneis, cubas ou balseiros, permanecendo, em amadurecimento ou envelhecimento, na Região Produtora ou sendo transferidos para os Entrepostos de Vila Nova de Gaia.

No entanto e apesar da história secular deste doce Vinho Fino a sua produção não se separou do desenvolvimento tecnológico, que invadiu todos os mercados, e de um modo particular reduziu o penoso e doloroso trabalho dos lavradores e assalariados, sem retirar a velha qualidade que tanto nome e fama deu aos vinhos do Douro e em especial ao Vinho do Porto.

Assim a tecnologia fez aparecer os esmagadores manuais e mecânicos, vindo facilitar a “corta” do lagar, que consistia em pisar os cachos. Do mesmo modo apareceram as cubas e o homem deixou de intervir directamente no fabrico do Vinho do Porto, que é feito actualmente em cubas de fermentação fechadas ou abertas que esmagam as uvas com seus rolos ou esmagadores centrífugos munidos de bombas.

A encuba é feita pelo processo já descrito sendo a única variante o grau de doçura com que se inicia, uma vez que o processo mecânico é mais rápido e portanto com menor quebra de açúcar não fermentado.

A tecnologia apenas veio adaptar e modificar as diferentes máquinas, imitando os procedimentos do homem mas substituindo-o.

No final do processo o vinho fica então apto a permanecer em repouso nos meses frios de Inverno, sendo que no inicio do novo ano é trasfegado para remover os sedimentos procedendo-se então ao enchimento dos cascos que serão transportados para os Entrepostos.

 

O Transporte


O transporte inicia-se no fim do ano da colheita ou principio do ano seguinte.

Até 1965 o transporte dos vinhos do Douro era feito pelos barcos rabelos que haviam sido construídos com características especificas para aguentar as difíceis condições de navegabilidade do rio.

Antigamente, as pipas eram conduzidas em carros de bois até à margem do rio e depois transportadas nos Rabelos até aos entrepostos em Vila Nova de Gaia, o que trazia grandes dificuldades aos barqueiros. Os Rabelos são canoas de tábuas de fundo chato e sem quilha, tendo as peças de reforço de proa e popa cobertas pelo tabuado. Do seu estrado à proa manejavam-se os dois remos dianteiros. A zona de carga, era o local onde se dispunham as pipas topo a topo, sobre as cavernas, em filas longitudinais acrescidas de várias camadas sobrepostas que se estendiam às apegadas. A ponte sobreelevada numa da extremidades servia para manobrar o remo do governo. Nesta zona estava também situado o mastro, que só era montado nas viagens ascendentes, dado o regime dos ventos do rio. A decoração destes barcos era simples, destacavam-se a proa e o rabo, a haste e a pá da espadela com cores simples ( pós misturados no pez louro com que embreavam por fora), mais tardes começaram a aparecer os bordados e o nome do santo protector que também começou a figurar nas embarcações.

A partir de 1965, esse transporte passou a ser realizado mais rapidamente por via ferroviária ou rodoviária.

Mas este meio de transporte foi cancelado após a construção da barragem hidroeléctrica do Carrapatelo, altura em que em Setembro de 1965 se efectuou a ultima viagem destes barcos.

Actualmente o transporte é feito em camiões-tanque segundo regulamentos muito rígidos.

Mas este meio de transporte foi cancelado após a construção da barragem hidroeléctrica do Carrapatelo, altura em que em Setembro de 1965 se efectuou a ultima viagem destes barcos.

Actualmente o transporte é feito em camiões-tanque segundo regulamentos muito rígidos.

O Amadurecimento


À chegada às margens do Porto, o Vinho é recolhido em armazéns que o permitem envelhecer e ser engarrafado, reconhecendo-se a sua idade pela cor. O vinho aparece no mercado um, dois, cinco ou até dezenas de anos mais tarde.

Há muitos anos que as vindimas no Alto Douro são representadas em painéis de azulejo por toda a região.

A produção vinícola representa um importante factor na economia e na política do país.


O Vinho do Porto amadurece sob a lenha de Carvalho, sendo guardado em grandes pipas de envelhecimento que têm uma capacidade de 600 a 650 litros, em Gaia esta capacidade está dividida por galões. Esta divisão facilita os cálculos comerciais, uma vez que para a exportação existe uma unidade de medida.


A lenha usada para a construção dos cascos é de vital importância para a determinação da qualidade do vinho, outrora somente carvalho português mandado plantar pelo Marquês de Pombal servia para a construção dos toneis, hoje em dia já se recorre às florestas da Hungria e da Checoslováquia que fornecem alguma da madeira usada nas reparações dos toneis.

As maiores pipas do mundo, os Balseiros, têm uma capacidade para 60.000 litros cada, e são onde o vinho novo repousa por um ano.

Num armazém, nos arredores do Peso da Régua, na Província de Trás-os-Montes encontram-se 120 Balseiros sendo os trabalhadores da Casa do Douro quem classifica a qualidade do vinho.

Mas nos campos os trabalhos prosseguem no final de cada época vindimar, abrindo-se um novo ciclo de poda, plantação e adubação das terras que se preparam para mais um ano de produção vinícola, intercalado com culturas tradicionais de auto - subsistência das populações.

 

A Qualidade


Para o Vinho do Porto só existe um copo: o Cálice!

Para defender o bom nome deste famoso liquido e promover a sua expansão, assim como para coordenar e fiscalizar as actividades da sua produção e do seu comercio, foi criado em 1933, o Instituto do Vinho do Porto.

Reconhecendo-se que existem vários tipos de Vinho do Porto. Quanto ao paladar podemos encontrar vinhos que vão de

sde extra - secos até aos muito doces, consoante a altura em que a fermentação do mosto foi paralisada pela adição de aguardente vínica.

Cabe ao Instituto executar a difícil tarefa de verificar e controlar a qualidade, sendo colhidas amostras anónimas de todos os vinhos vindos do Douro ou prontos a comercializar determinando-se e garantindo-se a autenticidade e qualidade como se pode ver na Sala dos Provadores.

 

permalink

Percurso do Vinho do Porto - Imagens  (Porto Caves Vinho) escrito em sábado 01 setembro 2007 04:30


(Mafalda Veiga - Um Pouco de Ceú) 

Slideshows, free image Hosting make your own slideshow view all photos

permalink

Famila Ferreira - Vinho do Porto  (Porto Caves Vinho) escrito em sexta 31 agosto 2007 09:10

FERREIRA - FOI VOCÊ QUE PEDIU?...

 

HISTÓRIA

Referenciada desde 1751 e estabelecida por uma família homónima de viticultores do Douro, FERREIRA é de há séculos sinónimo de vinho português de grande qualidade.

A história da Ferreira acompanha e confunde-se com a história da evolução da Região Demarcada do Douro (delimitada em 1756) e dos seus vinhos do Porto e de mesa (Douro doc).

O patriarca da família – já então dono de vinhas em áreas posteriormente integradas na Região Demarcada do Douro – iniciou a sua actividade comercial em meados do século XVIII. No entanto, as fundações da empresa para futuro resultariam da acção dos seus netos, José Bernardo e António Bernardo, ao aumentarem consideravelmente o património agrícola que tinham herdado.

O casamento entre os seus descendentes, os primos António Bernardo e Antónia Adelaide viria consolidar, na geração seguinte, um património único e marcar de forma indelével o futuro da FERREIRA.
Dona Antónia Adelaide Ferreira ficou viúva aos 33 anos e assumiu os negócios da empresa que consolidou e aumentou graças ao seu espírito empreendedor e carisma, ainda hoje referência "de bem fazer em Portugal". Dotada de uma energia excepcional e de um talento comercial sem rival na sociedade portuguesa do seu tempo, de que não se conhece outro exemplo, conseguiu, apesar da agitação política da época, dar um grande impulso à viticultura no Douro, criando quintas ainda hoje famosas, plantando vinhas, construindo adegas modernas, abrindo estradas e caminhos em áreas praticamente desertas, desenvolvendo métodos de viticultura e enologia e produzindo vinhos de grande qualidade. Ao mesmo tempo desenvolveu uma notória actividade de assistência social e financiou a construção de hospitais, infantários e escolas, numa tal dimensão que a sua memória ainda hoje é venerada. A sua inteligência e bondade conquistaram a calorosa admiração dos seus contemporâneos, que lhe chamavam a “Ferreirinha”. É sob este nome – Casa Ferreirinha - que, por tradição, os vinhos Douro doc da companhia são apresentados em Portugal.

Com a sua morte, a empresa passa a sociedade por quotas e inicia-se uma nova fase de adequação e expansão às necessidades dos tempos, sempre mantendo os seus valores essenciais – as raízes de qualidade com um património único de quintas no Douro, apoiadas pelos melhores métodos enológicos, apresentando vinhos de excelência sob uma marca forte. Estes valores trouxeram a FERREIRA até aos nossos dias e foram instrumentais na criação de vinhos como o mítico Barca Velha, nos anos 50.

Em 1987, ao adquirir a empresa A. A. Ferreira, S.A., a SOGRAPE assumiu o legado histórico de cultura da empresa: a articulação entre a produção e o comércio, o entendimento da tradição como factor de modernidade, a aposta na qualidade como suporte do prestígio da marca.

Hoje, passados mais de 250 anos, FERREIRA é «a marca portuguesa», a referência em vinhos do Porto e Douro de excelente qualidade, símbolo de um país e de uma cultura que orgulhosamente dignifica.
Foi você que pediu?...

VALORES DA MARCA

A essência da marca Ferreira é o compromisso com os valores mais profundos do "Ser Português": a ligação à terra, a paixão e a sofisticação que resultam da simplicidade.

 

É essa cultura que o Porto Ferreira evoca ao homenagear o espírito fundador e a memória da Casa, assumindo a continuidade cultural como elemento de identidade a projectar no futuro.
Hoje, passados mais de 250 anos, Ferreira é ''a marca'' de referência nos vinhos do Porto de grande qualidade, afirmando-se igualmente como símbolo de um país e de uma cultura que orgulhosamente dignifica.

Ferreira é o autêntico sabor de um Vinho do Porto! 
 
 
CURIOSIDADES

• Nas caves Ferreira em Vila Nova de Gaia repousa aquela que é provavelmente a maior e melhor colecção de Vinhos do Porto dos séculos XIX e XX, sendo o vinho mais antigo datado de 1815.

• O Prémio Dona Antónia (instituído pelos seus descendentes e pela Ferreira em 1988) distingue anualmente uma figura feminina portuguesa, que se destaca pelo espírito empreendedor e pelas características de organização e gestão empresarial reconhecidas à Dona Antónia.

• Num trágico acidente de barco rabelo, Dona Antónia flutuou no Douro salva pelo seu amplo vestido.

• Vintage 1834 – Vintage famoso, muito fino, um dos melhores do Séc. XIX. Este vinho foi protagnista de um episódio dramático mas fascinante. No ano de 1897, o explorador sueco Auguste Andrée, juntamente com dois companheiros, decidiu atravessar o Polo Norte num balão. A 14 de Julho, o balão caiu no Árctico. Sabe-se, pelos diários que deixaram, que ainda viviam a 27 de Setembro, dia em que fizeram um banquete numa placa de gelo flutuante. O prato principal foi foca e peito de gaivota, mas o ponto alto do festim, terá sido uma garrafa de Porto Vintage « D. Antónia Ferreira», de 1834, que lhes fora oferecida pelo rei da Suécia.

• Os vinhos Ferreira ganharam medalhas de ouro em datas e locais tão diversos como a Exposição Internacional de Filadélfia (EUA, 1876) e a Exposição Universal de Paris (França, 1900), ou os recentes e prestigiados Concours Mondial de Bruxelles (Bélgica, 2003) e International Wine Challenge (UK, 2003) e International Wine & Spirits Competition (UK 2004).

• O Vinho do Porto Ferreira, colheita de 1851, revelou-se excelente e muito fino, tendo sido reconhecido como o “Great Exhibition Vintage”. Michael Broadbent (Master of Wine) provou-o em 1975 considerando-o “the most magnificient old port I have ever drunk”. Broadbent também considera o Ferreira Duque de Bragança 20 anos como o seu vinho preferido para o dia-a-dia.

• Ferreira foi a primeira marca de Vinho do Porto a abandonar a venda a granel.

• Ferreira foi a primeira marca a apostar na categoria Reserva com o vinho Dona Antónia, sendo líder destacado nesta categoria.

• O símbolo da Ferreira é uma ema, ave elegante que nunca anda para trás.

• A série histórica de televisão «A Ferreirinha», produzida para a RTP em 2004, inspira-se na vida de Dona Antónia Adelaide Ferreira e no legado ímpar que deixou a Portugal, ao Douro e ao Vinho do Porto. 

 

******************************************************************************************************************************

 Dona Antónia Adelaide FERREIRA(1811 - 1896)

Falar do Vinho do Porto e do Douro sem falar de D. Antónia é quase impossível. Personagem da vida do Douro e do Vinho do Porto, conhecida por "Ferreirinha", nasceu na Régua em 1811. Mulher determinada e corajosa, construiu um enorme império durante o século XIX.
Era uma pessoa que gostava de ajudar os mais pobres, que teve a coragem de desafiar homens poderosos e serviu de exemplo e orgulho das gentes Durienses.
A história dos Ferreiras começa com Bernardo Ferreira, proprietário no Douro, que sob pena de prisão foi obrigado pelo Marquês de Pombal a cultivar umas terras denominadas de Montes de Rodo, convertendo-as em bonitas quintas. Com este tipo de medidas, não muito correctas, o Marquês de Pombal conseguiu que muitos proprietários aumentassem os seus bens agrícolas. Foi morto pelas tropas de Napoleão, pois estas confundiram-no com um desertor, quando lhes dirigiu a palavra num impecável francês. Deixou 3 filhos, José, António e Francisco. José e António tiveram respectivamente uma filha, Antónia Adelaide, e um filho, António Bernardo, que casaram em 1834. Deste casamento têm 3 filhos, Maria d`Assunção (mais tarde condessa de Azambuja), um rapaz, de seu nome António Bernardo, e Maria Virgínia (tendo morrido em menina). D. Antónia ficaria viúva com apenas 32 anos e voltaria casar em 1856, durante o seu "exílio" em Londres, com Francisco José da Silva Torres. Após a morte do seu primeiro marido, a coragem desta senhora não pára: fez grandes plantações de vinha no Douro, obras de benfeitoria, contratou colaboradores, construiu armazéns, comprou quintas importantes (Aciprestes, Porto, Mileu) e fundou outras, como o Monte Meão, tornando-se figura de primeira grandeza. Tão importante que o Duque de Saldanha (um dos homens mais poderosos do seu tempo) pretendia casar o seu filho com a menina Maria d`Assunção. Após recusa de D. Antónia, o Duque, habituado a não ser contrariado, manda os seus homens raptar a menina de apenas 12 anos. Ao saber da estratégia do Duque fogem para Espanha e depois para Inglaterra onde se refugiam. Na sua ausência seria Joaquim Monteiro Maia, seu colaborador, que tomaria conta do negócio. Em 12 de Maio de 1861, quando descia o rio na zona do Cachão da Valeira e após naufrágio do barco onde seguia, assiste à morte do seu amigo o Barão de Forrester. O ano de 1868 foi um ano excelente, as qualidades de vinho eram enormes e os viticultores não conseguiam vender o seu vinho. D. Antónia compra enormes quantidades de vinho para ajudar os agricultores na luta contra os baixos preços praticados pela abundância de vinho. Dois anos mais tarde surge a praga do oídio que destrói quase a totalidade dos vinhedos, atirando os Durienses para a miséria. Mulher com uma capacidade enorme de negociar, pôde com alguma facilidade negociar com os ingleses todo o seu vinho que permanecia nos armazéns, contribuindo, assim, para um enriquecimento da casa Ferreira. Em 1880 fica novamente viúva mas este seu descontentamento não a impossibilitou de continuar a obra de benfeitoria que havia começado, com os hospitais de Vila Real, Régua, Moncorvo e Lamego. D. Antónia é sem dúvida uma das maiores, se não a maior, personagem na história da região do Douro e do Vinho do Porto. Faleceu em 1896, aos 85 anos, na Casa das Nogueiras. O Douro perdera a sua Rainha. Actualmente a A. A. Ferreira, considerada uma das mais importantes casas de Vinho do Porto, já não faz parte da Família, tendo sido vendida em 1987 ao grupo Sogrape. Continua, contudo, a entregar anualmente o "Prémio Dona Antónia", destinado a distinguir as mulheres que mais se evidenciaram no mundo empresarial português.

Autor: Abílio Forrester Zamith
In Guia do Vinho do Porto, Chaves Ferreira - Publicações, S.A.
-->

permalink

JW Burmester & Cª SA - Vinho do Porto  (Porto Caves Vinho) escrito em segunda 13 agosto 2007 04:24


Pedro Abrunhosa - Agarra-me

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Em 1730, Henry Burmester e John Nash fundaram a Burmester & Nash em Londres, dedicada ao comércio de cereais. Mais tarde, em 1750, já em Vila Nova de Gaia, iniciaram a exportação de Vinho do Porto para a Europa e Ilhas Britânicas. O nome da família é oriundo da pequena cidade de Moelln, no norte da Alemanha, derivando do título Burgomestre, que significa chefe de município.

No final do século XVIII, a sociedade é dissolvida e Henry Burmester filho constitui, com os seus dois filhos Frederick e Edward, uma nova companhia de Vinho do Porto, a H. Burmester & Sons.

Em 1822 Frederick Burmester tornou-se um conceituado membro da colónia inglesa em Portugal, sendo Treasurer da Factory House no Porto, para além de desenvolver negócios na capital inglesa, como sócio fundador do Westminster Bank. De entre os 12 irmãos, John William, também dedicado ao meio financeiro, foi fundador e director do London County Banking Company.

As actividades financeira e comercial dos Burmester foram notórias na capital inglesa, a tal ponto que o nome de família está perpetuado na conhecida Burmester Road, situado no elegante bairro de Wimbledon.
 
Frederick Burmester foi obrigado a abandonar Portugal devido às invasões napoleónicas sem deixar descendentes directos. Mais tarde, em 1834, Johann Wilhelm Burmester, um parente afastado vivendo em Hamburgo, é convidado a assumir os negócios do Vinho do Porto, mudando a razão social da companhia para J.W. Burmester & Cª, em 1880.

Seis filhos nasceram do seu casamento, dando continuidade a diferentes negócios como o Vinho do Porto, os seguros, a produção de garrafas, a navegação e o têxtil.

O filho mais velho, Gustav Adolf, juntamente com o irmão Otto, foram os grandes seguidores e empreendedores da CASA BURMESTER. Gestor e visionário, Gustav Adolf aumentou consideravelmente os volumes de exportação para novos mercados europeus e para o continente americano. Definiu uma nova estratégia de marketing, registando a marca J.W. Burmester em 1900, criando novas rotulagens e prestigiando os vinhos com medalhas de ouro em concursos nacionais e internacionais - Lisboa 1888; Berlim 1888; Paris 1889; Chicago 1893.
 

Após a I Guerra Mundial, o efeito sentido no Sector do Vinho do Porto foi bastante negativo. À geração seguinte competia relançar os negócios. João Guilherme Burmester, o seu genro Hans Steinmetz e seu sobrinho Karl Gilbert, recuperaram a empresa, assistindo e participando na criação de novas estruturas, passando a regular a produção, comercialização e exportação do Sector do Vinho do Porto.

A partir de 1952, a geração Burmester Gilbert - Helmut e Arnold - assumem o negócio, fundando mais uma empresa de Vinho do Porto em 1962 - Gilberts e Cº.

De geração em geração, os Burmester e Gilbert destacaram-se pelo rigor e saber que devotaram ao Vinho do Porto, elevando o nome Burmester ao mais alto nível de qualidade e reconhecimento internacional.

No final do milénio, o Grupo Amorim adquire a CASA BURMESTER, tendo recentemente sido adquirida pelo Grupo Sogevinus SGPS, S. A.

O Grupo Sogevinus passará a ter um maior âmbito de actuação, através da oferta de uma vasta gama de vinhos para apresentar aos seus clientes, podendo mais rapidamente responder às exigências de mercado.

 

permalink

Caves Calém - Vinho do Porto  (Porto Caves Vinho) escrito em sábado 11 agosto 2007 10:26

Qualidade desde 1859

Há cerca de 40 marcas históricas de Vinho do Porto, e o Porto Cálem sobressai como uma das mais famosas dentro destas. Sendo o líder no mercado em Portugal, com a sua famosa gama de Vinho do Porto Velhotes Tawny, Ruby e White, praticamente todas as famílias portuguesas conhecem o nome Porto Cálem.

Fundada em 1859 por António Alves Cálem, o Porto Cálem sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte do Mundo do Vinho, e uma invejável lista de prémios e louvores para a gama completa, e especialmente para os premium Vintages, Late Bottled Vintages e Tawnies de Idade. O primeiro Vintage produzido pelo Porto Cálem foi o Vintage 1870, e os primeiros prémios incluem medalhas obtidas em Bordéus, Marselha e Bruxelas em 1897.

Em anos mais recentes, os Vinhos do Porto Cálem ganharam medalhas de topo em importantes concursos internacionais de vinhos, em diversos países: Portugal, Reino Unido, França, Bélgica, Suíça, Itália, Eslovénia, EUA e Japão. Como exemplos, podemos indicar o Troféu para o Melhor Vinho do Porto para o Vintage 2000 no International Wine & Spirit Competition; o Melhor Vinho Generoso para o 20 Years Old no Japan International Wine Challenge; e o Campeão do Hemisfério Norte para o LBV 1997 no Vino Ljubljana.
 
O Mercado Actual

O Porto Cálem vendeu mais de 3 milhões e meio de garrafas de Vinho do Porto (750 ml) em 2003, e tem 8 milhões de litros em stock. Por lei, as empresas de Vinho do Porto só podem vender 1/3 do seu stock total. Isto torna-se necessário, dado a grande percentagem de Vinhos de Porto que necessitam de envelhecimento.
 
Portugal continua a ser o principal mercado para o Porto Cálem. As exportações também sempre foram importantes, e o facto da firma possuir uma frota própria deu origem à sua imagem mais conhecida: a caravela. Em 1880, o Brasil representava 40% do total das exportações.

Hoje em dia, os Vinhos do Porto Cálem podem ser encontrados em mais de 30 países, principalmente na União Europeia e América do Norte, mas também em lugares mais distantes tais como o Brasil, Porto Rico, Europa do Leste e Nova Zelândia.
 
Desde o Douro até Gaia

A Cálem dedica especial atenção à produção e à colheita de uvas de qualidade superior, na região do Douro, em particular nas zonas Cima Corgo e Douro Superior, conhecidas como a “Catedral do Vinho do Porto”, pelo facto de podermos encontrar nestas áreas algumas das melhores castas e as mais famosas Quintas, incluindo a própria Quinta do Arnozelo. O Centro de Vinificação da Cálem (São Martinho da Anta) possui o melhor a nível da tecnologia moderna, mas conta também com a longa experiência e vasto conhecimento dos produtores de vinho.

Após o processo de vinificação no Douro, o envelhecimento dos Portos Cálem tem lugar nas bonitas caves da empresa, em Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio da histórica cidade do Porto. Estas caves estão localizadas nas margens do rio Douro, ao lado da famosa ponte D. Luís. Com as condições perfeitas - escuridão e um ambiente fresco - os Vinhos do Porto Cálem envelhecem em barris de carvalho durante anos. É também nestas caves que a Cálem recebe cerca de 130,000 visitantes por ano, e de onde os seus Portos partem rumo aos mercados de exportação.

Photo Sharing and File Hosting at Badongo.com

permalink