Home Data de criação : 07/04/29 Última atualização : 08/12/04 17:07 / 415 Artigos publicados
 

Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas

Quinta da Eira - Bustelo - Penafiel  (Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas) escrito em quinta 30 outubro 2008 09:19


Situada a 35 km do Porto, em Bustelo - Penafiel, a Quinta da Eira é uma propriedade rural de cerca de 12 hectares, onde o proprietário, Luis Pinto da Silva  adaptou todas as estruturas necessárias à realizacão de programas para diferentes públicos.
Um passeio pelo campo, o contacto com diversos animais, um almoço de amigos, uma corrida de buggies, um jogo de paintball, ou uma vertiginosa descida de slide são, entre muitas, algumas das sugestões propostas.
Um espaço pensado e funcional onde tudo é agradável e animado.
Seja bem vindo à Quinta da Eira...
Diversos pavilhões devidamente equipados têm uma utilização sempre à medida das necessidades especificas de cada público.
Os espaços de lazer foram distribuídos na Quinta de forma a não interferirem com o sossego tão característico do campo que alguns podem compreensívelmente preferir.
O slide, o cenário de guerra para o paintball, a pista de buggies, a carreira de tiro, tudo disposto em pontos chave, por forma a permitir ao visitante escolher a actividade pretendida, numa escala cuja dificuldade, aqui, se torna fácil graduar.


Fonte: Site Quinta da Eira

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Quinta da Conceição - Matosinhos  (Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas) escrito em quarta 02 abril 2008 13:20


A origem daquele que é actualmente o principal parque público municipal de Matosinhos remonta à instalação neste local, em 1481, do Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem de S. Francisco. Instalados primitivamente, desde 1392, no Oratório de S. Clemente das Penhas (junto à actual Capela da Boa Nova), “numa marinha agreste: o mais inculto, desabrido e estéril [sítio]” conforme relatava em 1666 Fr. Manoel da Esperança. A natureza agreste do sítio levou, alguma décadas mais tarde, a que se procurasse transferir o cenóbio para um local mais ameno tendo sido escolhido a antiga “Quinta da Granja”.

Do primitivo convento já pouco resta. Vendido em hasta pública após a extinção em 1834 das ordens religiosos todo o vasto património que albergava foi desaparecendo. Actualmente ainda é visível o antigo claustro do convento, alguns chafarizes monumentais e a capela de S. Francisco, onde se encontram sepultado Frei João da Póvoa, antigo confessor do rei D. João II e principal impulsionador da construção do novo convento. Mas a peça mais emblemática é o magnífico portal de estilo manuelino que pertenceu à igreja do convento e que, após em meados do séc. XIX ter sido transferida para uma quinta particular em Vila Nova de Gaia, foi posteriormente devolvida à sua localização original.

Já no séc. XX a Quinta da Conceição, que confinava com as margens do rio Leça, entra na posse da Administração dos Portos de Douro e Leixões com vista à construção da doca nº2 do Porto de Leixões. Em 1956 a restante propriedade é arrendada pela Comissão de Turismo da Câmara Municipal de Matosinhos para a criação do “Parque da Vila”, sofrendo durante a década de 60 importantes melhoramentos coordenados pelo arqº Fernando Távora onde se destaca o campo de ténis e a piscina (da autoria do arqº Siza Vieira).

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Praça da República - Porto  (Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas) escrito em quarta 26 março 2008 13:01

A Praça da República (Jardim Teófilo Braga) é um largo na freguesia da Cedofeita da cidade do Porto, em Portugal.

 

 História

Na segunda metade do século XVIII, João de Almada determinou que se abrisse uma ampla praça no antigo Campo de Santo Ovídio, pouco tempo depois foi construído o quartel militar. Ocorreram, nesta praça, vários acontecimentos político-militares nomeadamente em 1820, com a concentração das tropas liberais, e em 1891, com as tropas republicanas, aquando da revolta de 31 de Janeiro. Em 1910 a praça recebeu o nome actual.

 

 Património

  • Escultura de Fernandes Sá Rapto de Ganímedes (1910 - Bronze)
  • Escultura de António Teixeira Lopes Baco (1916 - Bronze)
  • Escultura de Henrique Moreira - Padre Américo (1959/61 - Bronze)

 

 

Grupo mitológico onde está representado o rapto de Ganimedes, onde Zeus, disfarçado de águia arrebata o jovem. É da autoria de Fernandes de Sá (1874-1956) e foi inaugurada por volta de 1915-1916. Escultura premiada no Salon de 1900 de Paris


 

 

 

 

 

Da autoria de Teixeira Lopes (pai), foi realizada em 1916, estando situada no Jardim Teófilo Braga (Praça da República). Alegoria pagã, representando o Deus romano (baco) do vinho, filho de Júpiter e de Semele. O monumento é constituído por um alto pedestal em granito, em forma de tronco de pirâmide quadrangular, com as arestas chanfradas. Na parte superior tem um entrelaçado de cachos de uvas que pendem sobre os chanfros das arestas. Sobre este pedestal, pousa o bronze de Baco, sorridente e coroado de frutos.


 

 

 

O Padre Américo, cujo nome completo é Américo Monteiro de Aguiar, foi um importante benfeitor da igreja que dedicou a sua vida aos mais carenciados, principalmente jovens, que se traduziu em inúmeras realizações, das quais a mais conhecida e relevante é a Casa do Gaiato.

 

Vida e Obra

O Padre Américo nasceu a 23 de Outubro de 1887 na freguesia de S. Salvador de Galegos, Concelho de Penafiel, tendo sido baptizado em 4 de Novembro do mesmo ano.

Frequentou o Ensino Primário na sua terra natal, transitando, em 1898, para o Colégio do Carmo, em Penafiel, e no ano seguinte para o Colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras. Terminado o liceu, em 1902, emprega-se, no Porto, numa loja de ferragens.

Em 1906, parte para Moçambique, estabelecendo-se em Chinde, onde trabalha na companhia The British Central Africa e na African Lakes, como despachante. Por essa altura trava conhecimento com o padre Rafael Maria da Assunção, que mais tarde siria nomeado Bispo de Cabo Verde.

Regressado a Penafiel, em 1923, contacta o pároco local de quem tinha sido companheiro de infância e comunica-lhe o desejo de entrar para um convento franciscano, dando como única explicação a frase "é uma martelada!". Dois meses depois entra no Convento de Santo António de Vilariño, em Tui (Espanha), onde permanece durante 9 meses como postulante, a estudar latim e ciências e mais um ano, depois da tomada do hábito.

As dificuldades em se adaptar à vida monástica conduzem à sua saída em Julho de 1925, mas tenta ingressar no seminário diocesano do Porto, mas o Bispo, D. António Barbosa Leão, não dá seguimento ao seu requerimento. Contacta então o Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, que o aceita.

Depois de se formar em Teologia no Seminário de Coimbra, foi nomeado Perfeito do Seminário e professor de Português. É igualmente capelão em Casais do Campo, freguesia de São Martinho do Bispo e designado pároco de São Paulo de Frades, não chegando a tomar posse, incapacitado por um esgotamento.

É quando D. Manuel Luís Coelho da Silva, Bispo de Coimbra, lhe entrega a Sopa dos Pobres, em 1932 que começa a revelar a sua verdadeira vocação. A partir daí não mais parou.

Em Agosto de 1935 inicia as Colónias de Férias do Garoto da Baixa em Coimbra, estágio embrionário do que viria a ser posteriormente a Casa do Gaiato. Seguem-se Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo. A 7 de Janeiro de 1940, finalmente, o Padre da Rua funda a primeira Casa do Gaiato no lugar de Bujos, em Miranda do Corvo. A segunda Casa do Gaiato, no mosteiro beneditino de Paço de Sousa, seria o local escolhido,para o surgimento da Aldeia do Gaiato para acolhimento e alojamento de jovens a que se seguiria o Lar do Gaiato, no Porto. No mesmo âmbito e sob o lema «cada freguesia cuide dos seus pobres» é o projecto de construção das primeiras casas do património dos pobres, também em Paço de Sousa, em Fevereiro de 1951.

A Obra da Rua é consagrada ao Santíssimo Nome de Jesus, e o seu ex-líbris é o Quim Mau, o garoto de braços abertos que pede o amor do próximo.

A 1 de Janeiro de 1941 abre o lar do Ex-Pupilo das Tutorias e dos Reformatórios, na Rua da Trindade, em Coimbra, instituição que será entregue aos Serviços Jurisdicionais de Menores em 1950; em Junho do mesmo ano, publica o primeiro volume do Pão dos Pobres.

Em 1942, publica Obra da Rua.

A 5 de Março de 1944 aparece o primeiro número do jornal O Gaiato, quinzenário da Obra da Rua, de que é fundador e director.

A 4 de Janeiro de 1948 seria inaugurada a Casa do Gaiato de Lisboa, situada na quinta da Mitra, em Santo Antão do Tojal, em Loures.

Em 1950, saem a público o opúsculo Do Fundamento da Obra da Rua e do Teor dos seus Obreiros e o primeiro volume do livro Isto é a Casa do Gaiato.

Em 1952, viagem a África; publica um novo livro, O Barredo, a que se seguem, em 1954, Ovo de Colombo e Viagens, no ano em que toma posse da quinta da Torre, em Beire, freguesia de Paredes, para a instalação de uma Casa do Gaiato e do Calvário, para o abrigo de doentes incuráveis.

A 1 de Julho de 1955, abre a Casa do Gaiato de Setúbal, em Algeruz.

Em 1956, morre vitima de acidente de viação. O seu processo de glorificação canónica teve início em 1986.



Fotos: Manuel de Sousa e Henrique Matos

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Parque de Serralves  (Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas) escrito em sábado 15 março 2008 06:50



O Parque de Serralves é um espaço verde, com cerca de 3,5 hectares, que envolve o Museu de Arte Contemporânea (Fundação de Serralves), edifício projectado pelo arquitecto Siza Vieira.

A origem do Parque de Serralves remonta a 1923 quando Carlos Alberto Cabral, 2º Conde de Vizela, herda a Quinta do Lordelo, propriedade de veraneio da família à Rua de Serralves (então nos arredores do Porto), e a sua história divide-se em momentos específicos: os traços do jardim de finais do século XIX da Quinta do Lordelo e a Quinta do Mata-Sete, o jardim de Jacques Gréber para a Casa de Serralves, e a paisagem do Museu de Arte Contemporânea.

Serralves é uma referência singular no património da paisagem em Portugal, sintetizando e simbolizando uma aprendizagem e um conhecimento das condições de transformação do território, no espaço e no tempo, num contexto cultural: Portugal e os séculos XIX e XX.

O Parque de Serralves, aberto ao público em 1987, após trabalhos de preparação e de recuperação, foi objecto de um Projecto de Recuperação e Valorização, iniciado em 2001 e concluído em 2006, que constitui um contributo significativo para a educação e sensibilização da sociedade para a salvaguarda do património de paisagem, bem como para a necessidade de conciliar o espaço patrimonial com as manifestações e os processos culturais determinados pela sociedade contemporânea, sem hipotecar a sua integridade e permanência.

Em diferentes estações e períodos do ano o público é convidado a percorrer e a conhecer a paisagem do Parque de Serralves, do Jardim da Casa à Quinta do Mata-Sete, passando pelo espaço envolvente do Museu de Arte Contemporânea. A luz, a sombra, a sucessão de vistas, a cor e a textura da vegetação, em diálogo coma arquitectura dos edifícios, são alguns dos aspectos que o lugar proporciona à fruição dos visitantes.

Ao longo do parque obras de arte de vários artistas contemporâneos estão expostas, ao lado da flora típica da Região Norte de Portugal.

Uma das qualidades do Parque de Serralves é a diversidade do seu património arbóreo e arbustivo composto por vegetação autóctone e exótica e que inclui cerca de 4000 exemplares de plantas lenhosas, representando sensivelmente 200 espécies e variedades.

A vegetação autóctone inclui algumas espécies raras, como o Teixo, árvore em risco de extinção em Portugal, e outras representativas da flora portuguesa, como o Pinheiro-Bravo, o Pinheiro-Manso, o Castanheiro, o Sobreiro, bem como outras espécies de Carvalho autóctones, ou a Oliveira.

Dos arbustos destacam-se o Pilriteiro, o Folhado e a Aveleira. No que diz respeito à flora exótica podem ser encontrados no Parque Sequóias Gigantes da Califórnia, Lliquidâmbares, Cedros-do-Atlas, Castanheiros-da-Índia, entre outras árvores, e arbustos como Rododendros e Camélias.



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Muro dos Bacalhoeiros - São Nicolau - Porto  (Porto Praças/Avenidas/Jardins/Ruas) escrito em domingo 09 março 2008 10:49


Em 1835, anunciava-se a venda de umas casas «em cima do muro, adiante do Postigo do Pereira», que tinham quatro andares para o lado da Rua dos Banhos. E em 21 de Setembro de 1846 o jornal portuense «O Puritano» noticiava que «a escada de pau que dá passagem da Ribeira para cima do muro está arruinadissíma e pode causar uma série de desgraça. A Exma. Câmara fará um serviço ao público, se a mandar consertar. Chamou-se muro dos Bacalhoeiros, posteriormente, por ali se terem instalado os armazens de negociantes daquele outrora fiel amigo. Um roteiro da cidade dos fins XIX, e a planta de 1901 chamam indistintivamente Cima do Muro da Ribeira a toda a serventia, desde as Escadas do Codeçal até à rua Nova da Alfândega.

( Toponímia Portuense de Andrea da Cunha e Freitas )


Foto: PortoNorte

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