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Porto Desporto

Académico Futebol Clube - Porto  (Porto Desporto) escrito em segunda 17 setembro 2007 12:05

O ACADÉMICO FUTEBOL CLUBE é um clube desportivo localizado na cidade do Porto em Portugal, que foi fundado em 15 de Setembro de 1911.

 

  • A origem do Clube que hoje se denomina Académico Futebol Clube - A.F.C. - remonta ao início do século XX, quando um Grupo de Estudantes, essencialmente provenientes do Liceu Alexandre Herculano e que se reunia desde 1909, deu origem em 15 de Setembro de 1911 - data oficial da formação do clube - ao Académico F.C.

 

  • Secundino Branco Júnior foi o primeiro Presidente desta instituição, cujas instalações destinadas à prática desportiva, eram inicialmente móveis. Em 1923 a capacidade e o espírito empreendedor dos seus orientadores e da sua massa associativa, levaram então ao início da construção do Estádio do Lima. O campo de Futebol - que viria a ser, em 1937, o primeiro relvado a nível nacional - era rodeado por duas pistas: a de Atletismo, em cinza e a de Ciclismo em cimento. Em 1927 ampliaram-se as instalações nos terrenos junto ao estádio e à sede social: campos de Ténis, jardins de recreio, parque de Campismo e Ginásio, completavam assim a grandiosa obra.

 

  • Por esta altura, o Académico mantinha em actividade centenas de praticantes das mais diversas modalidades, designadamente Futebol, Atletismo, Ciclismo, Râguebi, Ténis, Basquetebol, Hóquei em Campo, Ténis de Mesa, Bilhar e Ginástica, algumas destas pioneiras no norte do País.

 

  • Um momento bastante marcante para o Clube deu-se em 1931, aquando da distinção com o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo, passando esta condecoração a fazer parte do seu emblema.

 

  • Desde que em 1917, a equipa de Futebol masculino foi campeã de segundas categorias, conseguindo o primeiro troféu para este Clube, até aos nossos dias, muitos títulos e personalidades marcaram a história do Académico. Não caberá neste brevíssimo resumo histórico uma referência dilatada a quantos os que fizeram do clube um baluarte do desporto nortenho. Contudo, alguns nomes se devem realçar, essencialmente pela sua particularidade: Manuel Fonseca e Castro, foi o primeiro internacional de futebol de um clube da cidade do Porto; José Prata de Lima, foi o primeiro atleta Olímpico da cidade invicta tendo participado nos Jogos Olímpicos de 1928 na modalidade de Atletismo; e Ribeiro da Silva foi vencedor de duas voltas a Portugal em bicicleta nos anos de 1955 e 1957.

 

  • Ao fim de 53 anos de vida exemplar e digna, o Académico veio a perder o seu parque de jogos construído no estádio do Lima, não tendo porém perdido o seu idealismo, mantendo acesa a chama que sempre o orientou em toda a sua existência. Operou-se assim a “viragem imposta” na orientação da sua actividade em favor da juventude. Nos terrenos que restaram, ergueu nova obra, construindo dois pavilhões e dois ginásios. Actualmente um dos ginásios deixou de existir e passou a existir uma sala multifacetada, na qual já se praticou Ténis de Mesa e recentemente é privilegiada a competição de Bilhar.

 

  • Fazem também parte das instalações do Clube, um Bar/restaurante e uma sala de Fisioterapia. Actualmente existem as modalidades de Andebol, Basquetebol, Hóquei em Patins, Montanhismo e Campismo, Karaté, Bilhar, Ginástica, Kung-Fu, Taekwondo, Capoeira, Tiro com Arco e Musculação, encontrando-se a saúde em primeiro lugar, no rol das prioridades do Clube.

 

  • Dos atletas, dirigentes e sócios que já passaram e contribuíram para a história do Clube, alguns ainda se mantêm pelo Académico F. C., ajudando a construir o que é hoje, uma instituição de utilidade pública de grandes dimensões e com um papel desportivo e social na cidade do Porto, que mais nenhum Clube amador possui. É neste contexto de um clube eclético e que pretende estar ao serviço de uma população abrangente, que surge a carinhosamente denominada MICA - Escola de Desporto do A.F.C.-. Esta Escola está totalmente inserida no espírito jovem, desportivo e de qualidade, que sempre tem preconizado as actividades do Clube e, como tal, apresenta-se como uma alternativa conceptual que pretende também “entrar para a história” do Académico.

 

  • A parte histórica deste texto, foi adaptado do livroAcadémico Futebol Clube, 75 anos, 1911 – 1986

 

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Red Bull Air Race World Series - Porto 2007  (Porto Desporto) escrito em quarta 05 setembro 2007 10:20

(G.N.R. - Asas)

Red Bull Air Race World Series
Corrida em Barcelona, Espanha
Desporto Corrida Aérea
Fundada 2003
Temporada inaugural [[2003]]
País global
Equipes 10
Campeão Kirby Chambliss (piloto)
Red Bull (equipe)
Site oficial http://www.redbullairrace.com/

O Red Bull Air Race World Series, estabelecido em 2003 e criado pela Red Bull, é uma série internacional de corridas aéreas com a participação dos pilotos mais hábeis do mundo, em que os concorrentes devem percorrer um circuito no céu com obstáculos desafiadores, no menor tempo possível. Os pilotos voam individualmente contra o tempo passando por pilões especiais, conhecidos como "air gates".

As corridas ocorrem principalmente em aeródromos, mas também acima das cidades, do mar ou das maravilhas naturais. São acompanhadas também, muitas vezes, por shows aéreos. As corridas acontecem nos fins de semana. O evento emocionante atrai multidões e também é transmitido pelo mundo pelos principais canais de televisão.

Nas corridas, atualmente 14 pilotos competem uns contra os outros. O vencedor da corrida é o concorrente que realiza o melhor tempo depois de duas voltas no mesmo circuito. Os pilotos competem em um circuito torcido com cinco grupos de obstáculos especialmente erguidos do pilão do "spinnaker". Voar com atitudes contras as regras ocasionam desqualificação ou acréscimo ao tempo de vôo. Os seis primeiros pilotos de cada etapa do Air Race ganham de 6 a 1 ponto, ganhando o vencedor 6 pontos e o sexto colocado 1 ponto. O piloto que tiver mais pontos no fim da temporada se torna o campeão mundial do Red Bull Air Race. O campeão de 2005 foi o americano Mike Mangold. Em 2006, o também americano Kirby Chambliss foi o campeão mundial.

 História

Péter Besenyei competindo na Inglaterra
Péter Besenyei competindo na Inglaterra

A idéia do Red Bull Air Race veio aproximadamente em 2001, depois dos esforços da Red Bull de criar um evento novo da aviação. O alvo do evento era desafiar alguns dos mais melhores pilotos do mundo na velocidade, na precisão e na habilidade.Com estes critérios, a Red Bull aproximou-se de Péter Besenyei, então campeão por duas vezes do Campeonato Mundial de Acrobacias, procurando usar suas habilidade e experiência para adaptar o conceito às situações reais da corrida. Dois anos do planeamento culminaram na primeira Red Bull Air Race que ocorreu em Zeltweg, Áustria em 2003 durante a mostra de AirPower.

 Formato

Air Race na Espanha
Air Race na Espanha

Em 2005 e 2006, os pilotos faziam dois treinos para determinar a ordem de largada. Quem tinha o tempo mais rápido, começava por último. A corrida era feita em duas séries, e na época combinava-se os resultados de ambas as séries para se determinar o vencedor.

Em 2007, um formato novo do mata-mata foi introduzido. Durante os treinos, os 12 pilotos com os melhores tempos do curso prosseguem à sessão do "mata-mata". Os oito pilotos com os melhores tempos vão para as quartas-de-final, os quatro melhores para as semifinais, e os dois melhores para a final.

O campeonato é decidido pelos pontos, que são concedidos por como o piloto termina em cada evento.

1º colocado 6 pontos
2° colocado 5 pontos
3º colocado 4 pontos
4º colocado 3 pontos
5º colocado 2 pontos
6º colocado 1 ponto

 Regras

Red Bull Air Race na Inglaterra
Red Bull Air Race na Inglaterra

As regras são simples, os pilotos devem passar pelos "air gates" corretamente ao terminar as manobras acrobáticas requeridas. Três tipos diferentes de gates requerem uma maneira específica do cruzamento. Os azuis devem ser cruzadas no vôo nivelado, os vermelhos devem ser cruzadas no "knife-edge" ou no vôo vertical, e nos gates do circuito de acordo com o que seu nome implica.

As penalidades são usadas quando há violações das regras.

 Penalidade de 3 segundos

  • Passagem incorreta de uma porta
    • muito alto
    • o Knife-edge incorreto (vertical) ou cruzamento (horizontal) nivelado
    • o Lado incorreto do knife-edge
  • Manobra acrobática incorreta

 Penalidade de 10 segundos

  • Tocando em uma porta

 Desqualificação

  • Vôo perigoso
    • Cruzando a linha da multidão
    • Vôo perigoso
    • Aproximação perigosa
    • Voar muito baixo
  • Não voando o curso
    • Desvio de curso
    • Não executando a manobra acrobática
Imagem do avião de Kirby Chambliss, campeão de 2006

 

Imagem do avião de Kirby Chambliss, campeão de 2006

 Avião

Os concorrentes usam aviões acrobáticos high-end tais como Zivko Edge 540X, MXR Technologies MX2, e Extra 300, que são equipados com Lycoming motores.

A série começou a ver concorrentes desenvolverem versões realçadas de seus aviões para melhorar o desempenho, e assim os tempos também.Entretanto, as implicações de segurança do motor ou das falhas da fuselagem significam que o desempenho que é ajustado pelas equipes individualmente, como é feito geralmente em outros eventos do motorsport, é limitado no espaço da série.

Mostra da Red Bull Air Race World Series em San Francisco
Mostra da Red Bull Air Race World Series em San Francisco

Manobras

A Red Bull Air Race envolve complicadas manobras acrobáticas.

  • Borda da faca
  • Cruzando um Gate
  • Laço
  • Oito cubano
  • Meia cubana
  • Círculo horizontal
  • Oito horizontal
  • Rolo horizontal
  • Quarto vertical
  • Metade vertical
  • Rolo vertical
  • Tailslides

 Locais da disputa

Red Bull Air Race World Series
País Local Disputas em
2003 2004 2005 2006 2007
Austrália Rio Swan, Perth 12º
Áustria Zeltweg      
Alemanha Berlim  
Brasil Rio de Janeiro
Hungria Budapeste
Irlanda Castelo de Cashel    
México Acapulco, Guerrero 11º
Holanda Roterdã    
Portugal Porto
Rússia São Petersburgo 1  
Espanha Barcelona
Suíça Interlaken, Berna
Turquia Corno de Ouro, Istambul
Emirados Árabes Unidos Porto de Mina' Zayid, Abu Dhabi
Reino Unido Longleat  
RAF Kemble      
Rio Tâmisa, Londres
Estados Unidos Monument Valley (Arizona)
Reno (Nevada)        
San Diego (Califórnia)         10º
San Francisco (Califórnia)      

Nota 1: A 4ª etapa de 2006 da Red Bull Air Race em São Petersburgo, na Rússia, foi cancelada.

(Fonte:wikipedia.org)
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Sport Comércio e Salgueiros  (Porto Desporto) escrito em quarta 23 maio 2007 11:00


 

O Sport Comércio e Salgueiros foi fundado em 8 de Dezembro do longínquo ano de 1911, e pertence à grande freguesia de Paranhos, no Porto.

No tempo da "velha senhora", quando o futebol ainda era praticado nas ruas pela miudagem de pè descalço, com bolas de trapos envolvidos por uma meia velha, Portugal estava ainda longe de conhecer a actual modalidade de futebol. Decorria o ano de 1911, e um grupo de amigalhaços, o Joaninha (João da Silva Almeida), o Anibel Jacinto e o Antenor, depois de assistirem a um Porto-Benfica no Campo da Rainha, reuniram-se e resolveram fundar um clube de futebol. Embora parecendo um impulso de euforia após um Porto-Benfica, de facto, junto do candeeiro 1047, entre as ruas da Constituição e Particular de Salgueiros, nasce o sonho de um grupo de rapazes, e que começou a ganhar forma e daí nasceu o Sport Grupo e Salgueiros, esse mítico Clube da Cidade Invicta. Embora já houvesse nome, era necessário dar forma à equipa! Com muita carolice, todas as noites após o trabalho e o jantar, os "rapazes" reuniam-se debaixo do candeeiro 1047 para debater e acertar ideias, e começar a construir o clube.

 

O Clube oficializa-se com os primeiros jogos, mas era necessário arranjar dinheiro para comprar camisolas e umas botas para os jogadores. Estava-se próximo do Natal de 1911 e os "rapazes" lembraram-se de organizar um grupo de Boas Festas e foram cantar as janeiras aos vizinhos de porta em porta, estendendo o boné! Angariaram a modesta quantia de 2.800 reis, o que lhes permitiu comprar a primeira bola de futebol. Bola já havia, mas faltavam as camisolas. Ficou decidido que estas seriam vermelhas, tal como as do Benfica, distanciando assim do futuro rival que vestia de azul e branco, o FC Porto. Seria então de vermelho, vermelho cor de sangue e paixão que seriam as camisolas do Sport Grupo e Salgueiros até aos dias de hoje! O primeiro terreno seria na Arca D´Água, onde o clube teve como primeiros adversários o Sport Progresso, o Carvalhido Football Clube entre outros. A partir daí o Sport Grupo e Salgueiros começou a sua longa caminhada no futebol nacional. Na época de 1916/17 o clube ostentava a designação de Sport Porto e Salgueiros, esta mudança de nome deve-se a uma questão de orgulho. Em 1920 após uma profunda crise do Sport Porto e Salgueiros, o Clube decidiu fundir-se com o Sport Comércio, outro clube da cidade, e surgiu então o Sport Comércio e Salgueiros como hoje conhecemos.

 

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Boavista Futebol Clube - Panteras Negras  (Porto Desporto) escrito em terça 22 maio 2007 09:39


 

 Boavista Futebol Clube é um clube desportivo português com sede no Porto. Conhecido especialmente pela equipa de futebol profissional mas sempre conhecido como um clube bastante eclético, de momento com dezasseis modalidades, tanto profissionais como amadoras, das quais mais se destacam o futebol, o boxe, o xadrez e o boccia. O seu feito de maior envergadura foi a conquista do Campeonato Nacional de Futebol na época 2000/2001

Historial

Clube com 103 anos de existência, foi fundado em 1 de Agosto de 1903 por um grupo de ingleses, colaboradores de uma fábrica Inglesa, a Graham, que se associaram a outros Portugueses residentes na área Ocidental do Porto.

A designação de então foi "Boavista Footballers", tendo a partir de 1910 adoptado a actual - Boavista Futebol Clube - após uma cisão com os elementos ingleses, que pretendiam jogar aos sábados (prática corrente em Inglaterra) mas que não se adaptava ao nosso país, já que o sábado era um dia normal de trabalho.

Em 11 de Abril de 1910 é inaugurado o estádio de então, no local das actuais instalações.

Segundo elementos históricos, o Boavista Futebol Clube foi o primeiro clube em Portugal a introduzir esta modalidade, que é o futebol, tendo inclusivamente sido o primeiro clube a constituir-se como profissional, em Janeiro de 1933.

Em 1972, o Estádio sofre uma profunda remodelação, com o arrelvamento e construção de novas bancadas, que proporcionaram melhores condições, num projecto que envolveu muitos dos seus destacados e carismáticos dirigentes de então, onde já perfilavam o actual Presidente da Assembleia Geral, Sr. Olímpio Magalhães, e o Presidente Honorário, Major Valentim Loureiro.

É a partir dessa década que o clube dá um salto decisivo no seu crescimento desportivo e infraestrutural, conquistando até à data 1 Campeonato da I Liga, 5 Taças de Portugal e 3 Supertaças.

É também na década de 70 que o Boavista inicia a sua epopeia nas diversas competições da UEFA, tendo, até à presente data, marcado 25 presenças e disputado 99 jogos.

Assim nasceu uma nova era denominada de Boavistão, liderada pelo Major Valentim Loureiro, que com a sua sagacidade e inteligência, transformou e criou as condições para a projecção actual do clube, por todos reconhecida.

Sucedendo em 1997 ao pai, Major Valentim Loureiro, o actual presidente, Dr. João Loureiro, tem imprimido ao clube uma dinâmica traçada por objectivos muito precisos, assentes no investimento certo, nos equipamentos desportivos e na política de gestão do futebol.

O Boavista Futebol Clube iniciou a construção do "Estádio do Bessa Séc XXI" em Junho de 1998, com capacidade para cerca de 30.000 espectadores. O novo estádio foi projectado para ficar concluído no ano do Centenário do clube e foi palco de vários jogos do Euro 2004.

No ano de 2000, o clube iniciou uma estratégia de constituição de um grupo empresarial desportivo. Formou uma S.G.P.S. e uma sociedade anónima desportiva (SAD), para gerir todo o futebol (profissional e formação), e logo no seu primeiro exercício desportivo conquistou brilhantemente para o clube o seu primeiro Campeonato Nacional da I Liga de Futebol, tendo estado presente na 2º fase da Liga dos Campeões em 2001/2002 e nas meias-finais da Taça UEFA no ano seguinte.

O extraordinário crescimento dos últimos 30 anos fez do Boavista um adversário temido e respeitado em Portugal e na Europa.

Além dos sucessos desportivos que conheceu nas últimas décadas, o Boavista FC é um clube de personalidade bastante distinta em Portugal, desde o símbolo axadrezado, ao equipamento nos mesmos tons, ao estádio de estilo britânico num país onde impera o estilo olímpico, o Boavista é uma "marca à parte" em Portugal.

O Boavista Futebol Clube, clube eclético com 16 modalidades em actividade, e com cerca de 24.000 associados, é hoje um pólo gerador de desporto, de e para todos, independentemente da idade, sexo, raça ou religião.

O Boavistão

O PRIMEIRO Boavistão, nos anos 70, ficou aquém da radiosa aventura que conheceu a primeira página em 91/92, com eliminação do Inter em S.Siro (0-0 depois de uma vitória por 2-1 no Bessa). O Boavistão que começou a crescer nas mãos de Manuel José na década de noventa fechou o século XX com o título de Campeão Nacional e, hoje em dia, não há treinador na Europa (por mais obscuro que seja) que não esteja familiarizado com o esquisito xadrez de uma camisola que levou mais de trinta anos a descobrir o padrão ideal. A história mostra-nos que o “The Boavista Footballers”, a primeira versão do clube, fundada a 1 de Agosto de 1903, equipava de camisa preta e calção preto e era o orgulho de alguns jovens ingleses e portugueses, moradores no bairro da Boavista, que ganharam a paixão pelo futebol ao observarem as partidas disputadas pelos mestres e técnicos ingleses da Fábrica Graham.

Dois dos jovens, Harry e Dick Lowe, receberam do pai uma bola importada da Inglaterra e, encontrado os companheiros e o terreno adequados, lançaram as bases para a criação do clube. A Influência inglesa na colectividade recebeu “sentença de morte” em 1909, quando alguns dos jogadores britânicos, respeitando os preceitos da Igreja anglicana, se recusaram a jogar aos domingos. Reuniram-se então os sócios para resolver a situação, naquela que se pode considerar a primeira assembleia geral. A votação foi claramente a favor dos jogos ao domingo e o rosto da Direcção do clube alterou-se, passando a ser composta por portugueses. Em 1910, o Boavista Footballers desapareceu para dar lugar ao Boavista Futebol Clube.

Em 1911 foi inaugurado o campo do Bessa e o clube começou a viver dias de expansão, interrompida poucos anos depois. A I Guerra Mundial teve início em 1914 e o Boavista viu partir os jogadores ingleses para defenderem a pátria, dos quais alguns não voltaram a ser vistos. As camisolas voltaram a assunto do dia nos anos 20, com o aparecimento do calção branco, mas ainda não seria desta que a equipa encontrava a sua identidade. A nova década trouxe ventos de bonança e o clube ampliou o número de modalidades e intensificou a actividade internacional, disputando vários jogos com clubes estrangeiros que demandavam ao Porto, casos do Real Madrid, Celta de Vigo ou Vasas de Budapeste. E os jogadores boavisteiros passaram a ser chamados à selecção, como o guardião Casoto e o defesa Óscar de Carvalho.

Com tanto positivismo, a cor negra e fúnebre das camisolas começou a incomodar muita gente. O Boavista equipou às riscas verticais pretas e brancas e calção preto, mas ainda não estava bem. O preto continuava demasiado dominante e chegou-se então ao extremo. Do sombrio passou ao berante, com ostentação, em 1928, de uma camisola com riscas verticais vermelhas, brancas e azuis, um calção preto e meias às riscas horizontais brancas e pretas.

A mudança não agradou a ninguém e mereceu muitos comentários irónicos da Imprensa. Então, Artur Oliveira Valença foi ver as modas a França e regressou obstinado a fazer mais uma alteração no visual do Boavista. O presidente, um homem de admirável bagagem cultural, fundador do jornal desportivo “Sports” e promotor de espectáculos desportivos, observou uma equipa francesa que alinhava com camisola xadrez. Como a mesma correspondia às cores preto e branco do seu clube, resolveu copiar o modelo.

Começou aí a história aos quadradinhos do Boavista. O dia 29 de Janeiro de 1933 é como um segundo nascimento da colectividade. O Boavista bateu o Benfica por 4-0, na estreia do equipamento axadrezado, do novo emblema (o actual) e, sobretudo, dos jogadores profissionais, pois foi a primeira equipa a aderir à profissionalização, feito que lhe valeu uma suspensão de um ano. Desde lá para o Boavista Futebol Clube, abriu-se uma porta e a história, agora escrita por João Loureiro e Jaime Pacheco, ganhou um novo rumo à entrada do século XXI.

Panteras Negras

Como é óbvio, para um nome já com o historial, a identidade e a perseverança que é o caso dos PANTERAS NEGRAS, exigia-se alguém merecedor de autoridade, privilégio e sabedoria suficiente para dar a conhecer qual a origem da claque do B.F.C. Logicamente que tais atributos naturalmente teriam que recair sobre os seus fundadores… Foi assim que numa noite fria de Inverno, sentados a uma mesa do salão “Angola” na rua da Constituição, alguns membros actuais dos P.N. juntamente com dois dos fundadores da claque ( Yuri e Jorge Ribeiro ) decidiram reavivar memórias e factos importantes que explicariam como tudo teria começado. Da conversa mantida nessa noite e com alguns tragos de cerveja à mistura, sai a nossa história oficial.

Vivia-se então o ano de 1984, quando 4 jovens Boavisteiros de seus nomes, Luís Manuel, Jorge Ribeiro, Armando Simas e Jorge Rui Almeida decidiram criar algo de diferente e nunca antes visto para os lados do Bessa…decidiram criar um grupo organizado de apoio ao Clube…

Impulsionados pelo jogo Boavista x Dínamo de Moscovo, no qual o velhinho estádio do Bessa se encontrava a abarrotar e a Bancada Sul situada atrás de uma das balizas, esporadicamente uniu-se a uma só voz para apoiar o mágico xadrez, estes jovens decidiram de uma vez por todas por mãos à obra. A primeira dificuldade encontrada, foi em saber qual o nome a dar à claque, mas cedo tal dilema se dilui, já que na altura existia uma espécie de ritual, no qual os adeptos tinham por norma lançar uma pantera cor de rosa em peluche para o relvado e o guarda redes da época (o mítico Alfredo) retribuía o gesto , lançando de regresso a dita pantera para a bancada. Visto as cores do clube serem o preto e o branco, chegaram à conclusão que PANTERAS NEGRAS seria o nome a adoptar.

Basicamente, foi assim que no dia 7 de Maio de 1984 estava decididamente e oficialmente criada a claque P.N.. Pede-se então apoios à direcção do clube, a qual cede ao grupo um espaço próprio, que seria então a primeira sede da claque e que se situava na Av. Da Boavista, mais concretamente na cave do antigo edifício do Bingo da colectividade, transformado na altura também na sede do próprio Boavista. O vice - presidente do clube oferece uma bateria de automóvel (tinha um stand) que servia de fonte de alimentação a uma peculiar e banalmente chamada “gaita”, objecto esse que emitia um som que se tornaria moda no apoio ás equipa por esse país fora. Na altura estava também em uso a utilização de extintores, que por vezes eram “gentilmente” cedidos pelo Centro Comercial Dallas. Organizava-se um sector muito particular no seio dos PN, os denominados “Bombos do Bingo”, que como o nome indica, tratava-se do pessoal que ia para o futebol munido do seu bombo e pronto para fazer a festa. Em suma, as bancadas do Bessa gradualmente começavam a ganhar outro dinamismo que até então não acontecia.

Estava portanto, na hora de alargar os horizontes e espalhar essa festa de apoio ao BFC pelos restantes estádios do país. Foi assim que surge a primeira deslocação PN, mais concretamente no jogo Benfica x Boavista F.C no estádio nacional e com ela surgem as primeiras aventuras…Na véspera da partida, faltavam quinze contos para pagar a 2ª camioneta e a direcção do clube não comparticipava com qualquer quantia, foi então que alguns elementos dos PN se deslocam a casa do Major Valentim Loureiro (Presidente do Boavista F.C) que se encontrava de cama adoentado, a fim de lhe pedirem um contributo. Ao seu estilo bem conhecido, o Major vira-se para um dos rapazes presentes, pede-lhe que lhe chegue as suas calças e rapidamente saca dos quinze contos necessários e entrega-os em mão ao dito rapaz, sem antes de os alertar que iria averiguar se o dinheiro seria empregue para a causa devida. No dia seguinte, à hora da partida, o Major manda um dos seus filhos tirar a prova dos nove, não fosse o diabo tece-las…Os dados estavam lançados e a mística começava a vir ao de cima. O grupo mostrava cada vez mais dinamismo e organização, o colorido tomava posse das bancadas, já que surgia a moda das bandeiras e internamente existia a competição para ver quem fazia a maior e a mais bonita. O pessoal dos bombos, adoptava o capacete de mineiro, que atribuía um toque pitoresco aquela molde humana. As iniciativas sucediam-se em prol do engrandecimento do nome PANTERAS NEGRAS e é disso exemplo flagrante o leilão das luvas pretas do jogador João Alves, que fez render à claque a módica quantia de 70 contos. O grupo possuía também nas suas fileiras pessoas muita válidas na angariação de apoios , como por exemplo, o Jorge Loureiro e o Bernardo, filhos do Major e de Pinto de Sousa respectivamente. Contavam ainda com o patrocínio das “Sapatarias Teresinha”, que era na altura também o patrocinador do clube e que entre outras coisas cedem um lençol gigante à claque. Entre muitos marcos importantes nos primeiros anos de vida dos Panteras, os fundadores fazem questão de destacar a viagem a Portimão em 85 (aparição pela primeira vez da claque local, de seu nome “Os Marafados” ), a deslocação a Águeda, na qual se deram grandes confrontos com adeptos locais em pleno terreno de jogo, da viagem a Setúbal, que com eles viajou uma psicóloga com o intuito de estudar os comportamentos dos elementos da claque…

Na primeira viagem ao estrangeiro, mais propriamente a Florença (Itália), alguns Panteras viajaram no voo charter do clube, enquanto outros saíram directamente de Elvas, onde o Boavista tinha jogado para o campeonato, para Itália. Contam o episódio hilariante de um elemento da claque, que com o medo de ser apanhado pelo detector de metais do aeroporto, vai á casa de banho desfazer-se de umas apetecíveis latas de atum.

Falam também da recepção dada pelos famosos “carabineri” em terras transalpinas, que desde que chegam a Florença, jamais lhes deram um palmo de liberdade. Relatam um jogo em casa contra o Futebol Clube do Porto, no qual pessoal dos Panteras vão para o relvado a fim de filmarem a festa das bancadas e funcionários do clube quase que os agridem, julgando tratarem-se de espiões de outros clubes…Em meados de 1989, dá-se uma espécie de passagem de testemunho e outros elementos da claque formam uma nova direcção. Entretanto a sede do grupo muda-se para o estádio do Bessa, mais concretamente paredes meias com o departamento de boxe. Surge também nessa época a equipa de futsal PANTERAS NEGRAS, que contava com o patrocínio das “Sapatarias Teresinha” nos seus equipamentos, modalidade essa que mais tarde viria a ser adoptada pelo próprio clube. Nessa fase, começava a engrossar fileiras uma nova geração de indefectíveis Boavisteiros, mais virados para o movimento e o panorama Ultra, mas igualmente com os mesmos pressupostos de sempre, engrandecer e elevar bem alto o nome dos PANTERAS NEGRAS e do BOAVISTA FUTEBOL CLUBE!!

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Futebol Clube do Porto - História  (Porto Desporto) escrito em segunda 21 maio 2007 11:36


 

O Futebol Clube do Porto (FCP) é o clube desportivo português mais representativo da cidade do Porto e um dos mais relevantes no panorama desportivo europeu e mundial. Famoso sobretudo pela sua equipa de futebol, o FC Porto encontra-se entre os melhores do mundo também em hóquei em patins e bilhar e entre os melhores de Portugal em todas as outras modalidades praticadas no clube.

 

 História

O FC Porto foi fundado no dia 28 de Setembro de 1893 por António Nicolau d'Almeida, um comerciante de vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra. A fundação do Foot-ball Club do Porto foi notícia nos jornais da época, e o evento mais significativo desta primeira e breve existência do clube foi uma partida contra o Club Lisbonense, com o alto patrocínio do Rei D. Carlos, disputada no Porto no dia 2 de Março de 1894 e na qual cada clube representou a sua cidade. Contudo, poucos dias depois da partida ouvir-se-ia falar do FC Porto pela última vez no século XIX; António Nicolau d'Almeida acedeu ao pedido da futura esposa, que considerava o futebol uma modalidade demasiado violenta, e afastou-se do clube, que entrou num período de letargia.


Em 1906 José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra fascinado pelo mesmo desporto que encantara o seu amigo há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol. Foi então que António Nicolau d'Almeida lhe falou da semente que plantara em 1893, e José Monteiro da Costa não hesitou. Membro de uma associação denominada Grupo do Destino, sugeriu aos seus colegas que embarcassem com ele na aventura, ao que a maioria acedeu. Terminava o Grupo do Destino e renascia o FC Porto, em Agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se praticavam também atletismo, boxe, cricket, halterofilismo, pólo aquático e natação.


O seu primeiro campo, o Campo da Rua da Rainha (que data do ano de fundação do clube), foi o primeiro campo relvado em Portugal. O FC Porto foi pioneiro também na internacionalização: foi a primeira equipa portuguesa a receber um conjunto estrangeiro (o Real Fortuna de Vigo, em 1907) e a primeira equipa a deslocar-se ao estrangeiro (a Vigo, em 1908). O primeiro título oficial do palmarés portista surge em 1912: é a Taça José Monteiro da Costa, o Campeonato do Norte de Portugal (de futebol), criado em homenagem ao fundador do FC Porto.


Ainda que forçada (pela construção de uma fábrica no espaço do antigo recinto), a mudança para o Campo da Constituição em 1912 correspondeu a uma significativa melhoria das instalações. Simultaneamente, o FC Porto crescia a nível desportivo, tendo vencido a primeira prova de âmbito nacional na história do futebol português: o Campeonato de Portugal de 1922. Nesse mesmo ano, o futebolista Simplício, também artista gráfico, conjugou o antigo símbolo do FC Porto com as armas da cidade do Porto, dando origem ao actual emblema do clube, datando da mesma altura o Hino do FC Porto, com letra de Heitor Campos Monteiro e música do Maestro António Figueiredo e Melo. O constante aumento do números de sócios e a introdução de novas modalidades (ginástica em 1910, basquetebol e hóquei em campo em 1926, rugby em 1928, andebol de onze em 1932 e ténis de mesa em 1937) contribuíam também para o crescimento do clube.


Em meados dos anos trinta o FC Porto conhecia uma dimensão tal que o Campo da Constituição já parecia pequeno demais - começaram então os planos para a construção de um novo estádio. Como este demoraria década e meia a surgir, foi necessário procurar uma solução temporária, passando o FC Porto a jogar alguns jogos no campo emprestado do Sport Progresso (Ameal) ou do Académico (Estádio do Lima).


Em 1945 o FC Porto tinha cerca de 8.000 sócios e o alargamento a novas modalidades prosseguia: bilhar e pesca desportiva em 1940, voleibol em 1943, ciclismo em 1945, campismo em 1951 e hóquei em patins em 1955. Entretanto, a equipa de futebol passava 15 anos sem títulos, entre 1941 e 1955; eram as outras modalidades, nomeadamente o andebol de onze e o ciclismo, que se encarregavam de ir aumentando o palmarés do clube. O futebol, porém, mesmo não vencendo competições oficiais, foi responsável pela mais significativa adição à sala de troféus do FC Porto na altura: em 1948 venceu o Arsenal, considerada a melhor equipa do mundo, no Estádio do Lima. Apesar de ter sido apenas um amigável, sócios e notáveis ofereceram ao clube um troféu com mais de 300 quilos, 130 dos quais em prata maciça.


O ansiado novo estádio foi inaugurado em 1952. Chamava-se Estádio do Futebol Clube do Porto, mas ficou para a história como Estádio das Antas. Inicialmente apenas um estádio, foi-se transformando ao longo dos anos num verdadeiro complexo desportivo, com a construção de uma piscina, dois pavilhões e outras instalações essenciais à prática das várias modalidades do clube.


O bom período que permitiu a quebra do jejum em 1956 (e logo com uma dobradinha, a primeira) e a conquista do título de 1959 foi sol de pouca dura para o futebol portista: avizinhava-se novo período negro, desta vez de 18 épocas. Mais uma vez, foram sobretudo o andebol (de onze e agora também de sete) e o ciclismo a trazer alegrias aos adeptos. Nos anos 60 a actividade foi alargada aos desportos motorizados em 1960 e ao xadrez em 1967.


O afastamento dos títulos no futebol seria quebrado em 1978 pelo treinador José Maria Pedroto, "o Mestre", com Jorge Nuno Pinto da Costa como chefe do departamento de futebol e Américo de Sá na presidência. No ano seguinte, uma nota negativa: depois do ténis, do rugby e do pólo aquático terem ficado pelo caminho, o andebol de onze cessa a actividade no clube; foram 28 títulos nacionais em 40 edições do campeonato, uma existência gloriosa de uma modalidade que praticamente não deixa rasto em Portugal nos dias de hoje.


Em 1982 Jorge Nuno Pinto da Costa sobe à presidência do FC Porto, marcando uma viragem definitiva na história do clube. Em termos desportivos, o FC Porto conquista nesse mesmo ano o seu primeiro título internacional: a Taça das Taças de hóquei em patins. Dois anos depois, chega à final da mesma competição em futebol, que perde contra a Juventus. O hóquei em patins, que até 1982 não contava com qualquer título - nacional ou internacional - fez da Taça das Taças o primeiro passo de uma caminhada rumo ao topo em Portugal e no Mundo. Volta a vencer a Taça das Taças em 1983, conquista um pentacampeonato entre 1982 e 1987 e sagra-se campeão da Europa em 1986 e em 1990. No atletismo, Aurora Cunha soma títulos, sagrando-se tricampeã do mundo de estrada (1984/85/86). Em 1987 veio a glória no futebol, com a vitória na Taça dos Clubes Campeões Europeus (em Viena, contra o Bayern de Munique, com um inesquecível golo de calcanhar de Rabah Madjer), na Taça Intercontinental (contra o Peñarol de Montevideu) e na Supertaça Europeia (contra o Ajax). Também a nível interno o FC Porto começava a desenhar um domínio que se prolonga até aos dias de hoje.


Mas o crescimento do clube revelava-se também sob outras formas, como a criação da Loja Azul (1983), da Revista Dragões (1985) e da secção de desporto adaptado (1986), e ainda o rebaixamento do relvado do Estádio das Antas (1986), aumentando significativamente a sua capacidade (o que já havia sucedido em 1976 aquando da construção das bancadas da maratona). Nessa a