Home Data de criação : 07/04/29 Última atualização : 08/12/04 17:07 / 415 Artigos publicados
 

Porto Cultura

Solar dos Carneiros - Póvoa do Varzim  (Porto Cultura) escrito em sexta 21 novembro 2008 10:46


O edifício situada na Rua do Visconde e na Rua da Amadinha, conhecido por solar dos Carneiros, é a única casa brasonada existente na Póvoa de Varzim. A sua longa fachada, onde se exibe o brasão de armas da família, desempenhou um papel fundamental no tecido urbano e sócio-económico da Póvoa, vincando a imagem de poder e de relevo social que os seus proprietários pretendiam transmitir.

A sua construção remonta ao século XVIII, inserindo-se num dos modelo mais utilizados na arquitectura civil de Setecentos, a denominada casa comprida. O brasão, no andar nobre, é flanqueado por duas janelas marcando o eixo deste corpo da fachada, com janelas de sacada no piso superior, e no térreo, duas portas e janelas de linhas rectas, alinhadas pelo friso que separa os dois pisos.

No interior, e para além de um tecto de masseira, original, destaca-se a capela, com altar de talha policroma, a imitar marmoreados.

Quando, em 1936 se realizou a 1ª Exposição Regional de Pesca Marítima, um dos seus impulsionadores, António dos Santos Graça, decidiu prolongar esta iniciativa e promover a organização de um Museu Municipal, que veio a ser inaugurar no ano seguinte, no solar dos carneiros, com as peças da Exposição e outras entretanto reunidas.

A Câmara Municipal adquiriu o imóvel em 1974, promovendo, a partir de então, obras de remodelação e ampliação, que estavam concluídas em 1985, data da reabertura ao público do renovado Museu de Etnografia e História.


Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR - Foto: DGMEN: DSID


permalink

Livraria Académica - Porto  (Porto Cultura) escrito em segunda 27 outubro 2008 15:30

EFEMÉRIDES

1912
- 16 de Novembro. Fundada a Livraria Académica, por Joaquim Guedes da Silva.
Local: Rua das Oliveiras, 75.
Objectivo: Comercialização de todo o tipo de livro, novo ou usado.

1913
- Transferência para a Rua dos Mártires da Liberdade, nº 10, onde ainda se encontra.

- Com o decorrer dos anos foi-se especializando no comércio do livro seleccionado e raro.

- Publicou várias dezenas de catálogos, descrevendo espécies bibliográficas bastante raras, e efectuou diversas Exposições, de que se destacam: Cidade do Porto - Trás-os-Montes - Lutas Liberais - Jornalismo - Camões - Descobrimentos - Renascença Portuguesa - Camilo Castelo Branco - Encadernações - Livros Sobre livros, etc.

1992
- Comemoração do 80º aniversário. Presença do Senhor Presidente da República, Dr. Mário Soares.
Cunhagem de medalha alusiva à efeméride.

1994
- Publicação de "Subsídios para uma Bibliografia sobre Trás-os-Montes e Alto Douro", por Nuno Canavez.

1998
- Publicação de "Novos Subsídios para uma Bibliografia sobre Trás-os-Montes e Alto Douro", por Nuno Canavez.

2000
- Exposição bibliográfica sobre o tema Brasil - Achamento, Lugares, Literatura. Por conveniência de espaço, teve lugar no estabelecimento da Livraria Nuno Canavez (Filho), no nº 137 da Rua dos Mártires da Liberdade, e decorreu entre 27 de Abril e 10 de Maio, coincidindo com as celebrações do V Centenário do Achamento do Brasil. Ver foto.

- I Exposição e Feira do Livro - em Chaves, de 1 a 9 de Julho, organizada pelO Grupo Cultural Aquae Flaviae e ADRAT

2002
Comemoração do 90º aniversário. Abertura da exposição CAPAS DE LIVROS da autoria dos melhores ilustradores nacionais e estrangeiros. Lançamento do livro "Novos Subsídios para uma Bibliografia sobre Trás-os-Montes e Alto Douro", por Nuno Canavez.
Veja o artigo do Semanário Expresso sobre o acontecimento, e algumas fotos da cerimónia.

2004
20.Maio - Nuno Canavez é homenageado com um BRONZE. Veja uma pequena reportagem do acontecimento.

2008
Nova homenagem, na forma de livro: NUNO CANAVEZ - As Palavras da Amizade


Fonte: Livraria Académica


permalink

Biblioteca Municipal Florbela Espanca - Matosinhos  (Porto Cultura) escrito em domingo 27 abril 2008 11:17


Biblioteca Municipal Florbela Espanca

Em 7 de Dezembro de 1990, a Biblioteca Municipal passou a chamar-se Biblioteca Municipal Florbela Espanca, poetisa alentejana. nascida em Vila Viçosa, que viveu os últimos anos da sua vida em Matosinhos, onde faleceu aos 36 anos de idade. A Biblioteca possui da escritora uma razoável colecção de documentos, que devem, naturalmente, fazer parte do Fundo Local.

A 9 de Maio de 2005 foi inaugurado o edifício da nova Biblioteca e ”Centro Cultural”, da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, passando assim a funcionar neste local a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, a Galeria Municipal e o Arquivo Histórico. A transferência para este espaço permite oferecer aos utilizadores e funcionários da Biblioteca, espaço e condições de fruição dos serviços e de realização de outras actividades, e também de condições de trabalho que já se tinham tornando bastante limitadas no edifício do Palacete de Trevões. Assim, a Biblioteca Florbela Espanca, objectiva a adaptação a uma nova realidade, melhorando os serviços prestados à população e tornando-se o centro de uma rede concelhia, através do projecto de criação de pólos de leitura nas diversas freguesias, compromisso assumido com a assinatura do contrato-programa com o IPLB de apoio a construção e montagem da biblioteca.

A Biblioteca Florbela Espanca integra a rede nacional de leitura pública, e como tal assume os fins e objectivos do Manifesto da UNESCO, documento orientador do papel das bibliotecas desta tipologia:

  1. Fins e Objectivos: educação, cultura e conhecimento para todos; promoção do livro e da leitura, mas também das novas tecnologias; conservar, valorizar e difundir o património escrito, especialmente o relativo ao fundo local; fornecer documentos relativos a vários domínios de actividade; difundir informação actualizada e em vários suportes.
  2. Serviços: leitura de presença (periódicos, sala de adultos/fundo local, infantil e juvenil, audiovisual), empréstimo domiciliário (excepto Obras de Referência, Fundo Local, Periódicos e Obras devidamente identificadas), fotocópias, acesso Internet, animação da leitura, biblioteca itinerante.
  3. Suportes: livros, áudio, audiovisuais e multimédia.

Os serviços que presta constam do Regulamento da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, documento aprovado em reunião de Câmara e em Assembleia Municipal.

  • 5 Pessoas na equipa técnica
  • 4 Técnicos Superiores de Biblioteca e Documentação
  • l Técnico Superior Relações Públicas
  • 12 Técnicos Profissionais de Biblioteca e Documentação
  • l Auxiliar Técnico de Biblioteca e Documentação
  • l Assistente Administrativo
  • l Auxiliar Técnico de Museografia .

O FUNDO DOCUMENTAL

A biblioteca conta actualmente com um acervo de aproximadamente 77.000 monografias, 280 periódicos, 3200 documentos áudio, 100 audiovisuais. Das 77.000 Monografias que a biblioteca possui cerca de 35.000 encontram-se em processo de catalogação retrospectiva. Destas muitas estão naturalmente desactualizadas, mas outras constituem importante e valioso espólio da Câmara de Matosinhos, designadamente as colecções de arte e os fundos antigos.

Os documentos, em livre acesso, encontram-se distribuídos pelas diferentes áreas e organizados segundo a Classificação Decimal Universal (CDU).

A REDE CONCELHIA DE LEITURA PÚBLICA

Esta rede conta no presente com uma Biblioteca Anexa na freguesia de S. Mamede e com a Biblioteca Itinerante.

A Câmara de Matosinhos pretende dar continuidade a este projecto com a criação de mais anexos ou pólos em outras freguesias ou locais do município de acordo com o número e distribuição dos seus habitantes.

A Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta a funcionar em dois pisos do edifício da nova centralidade, possui tal como a biblioteca central, serviços de leitura de presença e empréstimo domiciliário destinados ao público infanto-juvenil e adulto, periódicos, fundo-local, fotocópias, Internet, animação da leitura através da Hora do Conto, que se vem realizando aos sábados de manhã.

NOTAS

Emídio José Ló-Ferreira - Visconde de Trevões.
Trevões - nome da aldeia do concelho de S. João da Pesqueira, distrito de Viseu onde nasceu Ló-Ferreira
Imigra para Matosinhos e depois para o Brasil de onde regressa (são os chamados torna-viagem, que no séc. XIX retornavam do Brasil) com considerável fortuna. Homem benemérito foi-lhe por isso atribuído o título de Visconde.


 

CM-Matosinhos

permalink

Julio Resende - Porto  (Porto Cultura) escrito em quinta 24 abril 2008 19:56

(Casa- Vista Exterior)


 

Esta moradia foi projectada para o pintor Júlio Resende que refere: «o arquitecto que sbmete toda a génese da obra ao binómio técnica-espírito é, em propriedade, o arquitecto para o homem. (...) Uma habitação que surge deste equilíbrio é uma realidade biológica e psicológicamente útil ao homem que dela se serve. a resolução de um espaço, é obvio determina modos de acção, automatismos, movimentos rítmicos que devem identificar-se não apenas com a pessoa humana mas com determinada pessoa. Uma casa é estritamente um organismo. (...) Falar da casa que habito será correr o risco que corre sempre todo aquele que fala apaixonadamente... a verdade porém, é que se trata da casa com que sempre sonhei. (...) Disponho do clima ideal para a realização destas duas essencialidades: viver-trabalhar. O atelier, dominando a planta, está apto a cumprir as necessidades vitais (espaço-luz-isolamento). A habitação por seu lado, satisfaz plenamente os aspectos práticos e psicológicos (afectividade-quietude meditativa - iluminação repousante)» (Júlio Resende, in Arquitectura nº94, 1966).

(IPPAR)


(Casa: Vista Interior e Exterior)


 

 


Júlio Resende (Porto, 23 de Outubro de 1917) é um pintor português. Diplomou-se em Pintura em 1945 pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi discípulo de Dórdio Gomes. Fez a sua primeira aparição pública em 1944 na I Exposição Independente. Em 1948, partiu para Paris, recebendo formação de Duco de la Haix e de Otto Friez. O trabalho produzido em terras gaulesas é exposto em Portugal em 1949 e as propostas a(c)tualizadas que Resende demonstra são acusadas pelos artistas portugueses, definindo a sua vocação de expressionista. Assimilou algum cubismo, vai construir na sua fase alentejana, e mais tarde no Porto, uma pintura caracterizada pela plasticidade e dinâmica, de malhas triangulares ou quadrangulares, aproximando-se de forma progressiva da não figuração. Do geometrismo ao não figurativismo, do gestualismo ao neofigurativo, a sua arte desenvolve-se muma encruzilhada de pesquisas, cuja dominante será sempre expressionista e lírica. Pintor de transição entre o figurativo e o abstra(c)to, Resende distingue-se também como professor , trazendo à escola do Porto um novo espírito aos alunos que a frequentaram na década de 1960.

A obra pictórica de Júlio Resende revela que ele compreendeu a pintura europeia, porque a observou, experimentou e soube trsnsmitir aos pintores e aos alunos que ele formou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

Principais obras

  • Caminhantes (1950)
  • Lavadeira (1951)
  • Mendigos (1954)
  • Moça (1982)
  • Ribeira Negra (1984)

 

 Prémios

Júlio Resende, devido à sua vasta obra foi agraciado com vários prémios, entre os quais:

  • Prémio Nacional de Pintura da Academia de Belas-Artes
  • Prémio Armando de Basto
  • Prémio Sousa Cardoso,
  • Prémio Especial da Bienal de Arte de S. Paulo
  • Primeiro lugar no Concurso para o Monumento ao Infante D. Henrique (com o projecto Mar Novo)
  • Medalha de prata na Exposição Internacional de Bruxelas
  • 1º Prémio de Artes Gráficas na X Bienal de S. Paulo e Ordem de Mérito Civil do Rei de Espanha (1981).

 

 Memórias

“... Mas eu queria, efectivamente, ser pintor!

Talvez o destino me tenha proporcionado o primeiro passo. Aurora Jardim, figura conhecida nos meios literários e jornalísticos do Porto, intercedera junto do pintor Alberto Silva que dirigia, então, a Academia Silva Porto, para que eu viesse a frequentar as lições de pintura aí ministradas.

Comprei a primeira caixa de tintas «a sério», e aprendi a colocar as cores na paleta, segundo as boas regras." - Júlio Resende


 

 Fundação Júlio Resende | Lugar do Desenho

A Fundação Júlio Resende que fica próxima do Porto, mais concretamente em Gondomar, é uma instituição privada de utilidade publica.

Actualmente conta com um basto espólio que reúne mais de dois mil desenhos que Júlio Resende, I. Mestre da pintura expressionista, reuniu ao longo da sua carreira de artista.

Neste lugar, para além da exposição permanente do aludido acervo, são promovidas varias exposições temporárias, concertos, conferencias, seminários, cursos ou workshops.

(Wikipedia)


 

"Ribeira Negra" (1984), uma das obras mais conhecidas de Júlio Resende, no Porto.

permalink

Casa de Santiago - Matosinhos  (Porto Cultura) escrito em terça 22 abril 2008 15:09


A Casa de Santiago foi mandada construir por João Santiago de Carvalho e Sousa, para sua residência na última década do século XIX, Era então designada por “Quinta de Villa Franca” numa alusão ao local onde se encontrava. O autor do projecto foi Nicola Bigaglia, veneziano radicado em Portugal desde a década de 1880. A casa adopta um estilo arquitectónico ecléctico e revivalista, ao gosto da época, integrando elementos neo-medievais num tom genérico renascentista que caracterizará as suas obras posteriores.

A variedade de elementos estruturais e decorativos, a sua expressividade e o seu simbolismo fazem desta casa um elemento interessantíssimo de estudo. A casa foi adquirida pela Câmara Municipal de Matosinhos em 1968 tendo a sua recuperação e adaptação a museu sido dirigida pelo arquitecto Fernando Távora.

O visitante poderá observar a reconstituição duma época através da aproximação possível ao interior de uma habitação burguesa, instalada numa das zonas de veraneio mais concorridas na passagem do século, conferindo ao projecto da Quinta de Santiago uma dimensão de Casa Museu.

No segundo piso está exposta uma colecção de pintura e escultura que toma como base três nomes destacados da colecção de Arte da Câmara Municipal de Matosinhos: António Carneiro (1872-1930), Agostinho Salgado (1905-1967) e Augusto Gomes (1910-1976). Sendo três figuras ligadas a Matosinhos e a Leça a obra destes três artistas envolve três leituras diversas do mar, da terra mais interior e das gentes de Matosinhos. Paralelamente um programa de exposições temporárias, renovadas periodicamente são um importante factor de atracção que recomenda uma visita a este museu que está aberto todos os dias das 10.00 às 18.00 horas (encerra à Segunda-feira).



(Fonte: CM-Matosinhos)

permalink